Os avanços tecnológicos têm dado o tom ao século 21. E não é diferente no setor industrial. A cada dia a automação de máquinas e equipamentos é aperfeiçoada com novos projetos que representam, em resumo, aumento da produtividade e da qualidade da produção e, ao mesmo tempo, redução de custos, riscos e perdas. E isso afeta diretamente outro ponto crucial para o sucesso das empresas: a lucratividade.

Há, contudo, quem ainda tenha dúvidas a respeito do processo de automação e do que, de fato, ele pode fazer por sua empresa. Por isso separamos alguns pontos que consideramos importante que você saiba na hora da tomada de decisão. Caso  ainda não tenha se decidido por aderir à tecnologia e levar sua produção a um novo patamar, os tópicos a seguir podem ajudar a se aprofundar um pouco mais no tema.

 

1. Aumento da produtividade

Esse é um ponto crucial do processo de automação industrial. Ao optar por equipar sua máquina com um sistema computadorizado que a controle remotamente, sua empresa pode passar a produzir 24 horas por dia durante sete dias da semana. Sem paradas, sem trocas de turno. Além disso, a substituição de uma linha de produção se dá de uma maneira mais rápida do que quando o trabalho é realizado pela mão de obra humana.

Quando falamos sobre produtividade, também é importante citar a possibilidade de uma produção inesperada, que exija novos turnos de trabalho, ou mesmo a opção por trabalhar no sistema just-in-time, produzindo exatamente a quantidade necessária para um determinado período ou para atender um pedido específico e inesperado de determinado comprador. Você é capaz de dimensionar de maneira mais precisa o trabalho. Uma vantagem competitiva considerável na hora de fechar negócios.

 

2. Redução de custos

Complementa o processo de aumento da produtividade e, da mesma forma, reflete no resultado financeiro final. A automação industrial permite ações que com o decorrer do tempo se revelam importantes no processo de redução de custos da produção. Um exemplo disso é a economia de energia elétrica quando a máquina não está produzindo. O equipamento pode ser programado para desligar-se automaticamente nesses casos.

A automação também reflete diretamente na economia de materiais, evitando perdas e desperdícios. E, por fim, também representa otimização de custos com a mão de obra, que podem ser direcionados para a contratação de serviços específicos e que precisam ou dependem do agente humano.

 

3. Melhoria da qualidade

A automação industrial tem influência direta na qualidade do que se produz. E a explicação para isso é simples. A mão de obra humana, por mais especializada que seja, não consegue repetir com precisão o serviço durante todo o tempo de trabalho. Automatizados, equipamentos e máquinas são capazes de reproduzir sistematicamente os processos e produzir peças ou produtos de forma idêntica, com raras variações.

Isso fica mais claro se pensarmos, por exemplo, na indústria alimentícia. Uma máquina automatiza repetirá a sequência e a quantidade precisa de produtos que fazem parte de uma receita sem risco de que a quantidade seja menor ou maior e, por consequência, o resultado final será sempre padronizado. Da mesma forma, a possibilidade de perda de materiais é reduzida ao se descartar o risco de erro humano.

 

4. Segurança

Em alguns casos, a automação industrial não apenas melhora a eficiência e o padrão dos processos, mas também garante a segurança dos operadores. O trabalho com produtos químicos, em altas temperaturas ou mesmo com materiais sujeitos a explosões fica muito mais seguro quando atribuído totalmente à máquina, sem a interferência contínua do ser humano ou mesmo com sua gestão à distância.

A automação, quando feita por empresa especializada e qualificada, se torna uma aliada ao cumprimento da NR 10 e da NR 12, normas que tratam justamente da segurança dos funcionários e da empresa como um todo.

A NR 10, por exemplo, diz que “em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e à saúde no trabalho”.

A regra estabelece a necessidade de desenergização elétrica e, na sua impossibilidade, o emprego de tensão de segurança como fator de proteção coletiva. Frisa ainda a importância de ações como “isolação das partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de seccionamento automático de alimentação, bloqueio do religamento automático”.

Já a NR 12 cita, entre outros pontos, cita as condições de instalação e layout de máquinas, acionamento e desligamento automáticos e proteção de correntes de energia, a estrutura física do espaço produtivo e a existência de quadro de transmissão elétrica para elevar o nível de segurança.

 

5. Monitoramento remoto

Equipamentos automatizados permitem ainda que se possa medir em tempo real suas condições, especialmente no caso de motores e compressores que operam em níveis muito próximos ao limite, e controlar à distância os processos programados e efetivamente realizados. O mercado disponibiliza sistemas capazes de oferecer gráficos que indicam a melhor maneira de proceder para ajustes imediatos ou posteriores.

É possível ainda identificar eventuais riscos de quebra e reduzir ou mesmo paralisar uma máquina temporariamente para eventual manutenção preventiva, evitando a quebra e a consequente parada do equipamento por um tempo maior, o que normalmente representa prejuízo à lucratividade.

 

Automação industrial feita por quem entende

Como pode ver, há vários fatores relevantes para a automação das máquinas e equipamentos de sua empresa. A proposta é aumentar a eficiência e reduzir os custos. Mas uma última dica é necessária. Esse tipo de serviço precisa ser entregue a uma empresa qualificada, que conte com uma equipe formada por profissionais experientes no ramo e que, de preferência, tenha foco em melhoria contínua dos processos. Mais que simplesmente automatizar processos, um parceiro assim será capaz de agregar valor aos seus produtos e serviços.

 

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